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A Motiva, ex-CCR, comunicou ao mercado nesta terça-feira (18) a venda de todos os 20 aeroportos sob sua gestão para o grupo mexicano Asur (Grupo Aeroportuario del Sureste), em um negócio avaliado em R$ 11,5 bilhões. Logo após o iníco do pregão nesta quarta-feira (19), os papéis da companhia apresentavam queda de 0,29%.
Dos 20 aeroportos, 17 estão localizados no Brasil, incluindo os terminais de Belo Horizonte, Curitiba e Goiânia. Outros três estão em países da América Latina, como o aeroporto de Quito, no Equador.
O fato relevante divulgado pela Motiva informa que o negócio consiste na venda de 100% das ações da companhia na CPC (Companhia de Participações em Concessões). A CPC é uma holding que concentra a totalidade das participações da ex-CCR em seus ativos aeroportuários no Brasil e no exterior.
A conclusão da operação depende de aprovações de autoridades regulatórias brasileiras, como a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), de órgãos reguladores estrangeiros e de entidades de concorrência internacionais.
A Motiva afirmou que a transação está alinhada com o plano estratégico da companhia, permitindo simplificação do portfólio e maior flexibilidade para crescimento nos segmentos de rodovias e trilhos no Brasil.
Aeroportos tiveram avanço
Os dados da Motiva relativos ao terceiro trimestre de 2025 (3T25) mostram que o Ebitda ajustado dos aeroportos foi de R$ 314,23 milhões, cifra 14,6% superior em relação ao mesmo período de 2024. A margem Ebitda ajustada do segmento atingiu 52,5%, expansão de 2,4 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre do ano anterior.
O tráfego de passageiros consolidado apresentou crescimento de 5,8%, com 11 milhões de embarques no trimestre. Entre os destaques, Curaçao registrou aumento de 25,2% na demanda total, enquanto o BH Airport, em Minas Gerais, teve crescimento de 3,5% no tráfego doméstico. A receita líquida do segmento, excluindo o efeito da construção, avançou 9,4%.
No conjunto de todos os seus negócios, a Motiva alcançou receita líquida de R$ 2,547 bilhões no 3T25, crescimento de 16,3% em relação ao mesmo período de 2024. O Ebitda ajustado atingiu o maior valor da história da companhia, enquanto o lucro líquido ajustado cresceu 22%, totalizando R$ 683 milhões. A margem Ebitda ajustada expandiu 6,5 pontos percentuais no período.
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