Lista Forbes: As 10 Maiores Empresas Privadas dos EUA

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A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT e de outros produtos de inteligência artificial generativa, anunciou na semana passada um novo acordo. No contrato, a Disney está investindo US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) como parte de uma parceria para se tornar licenciadora de conteúdo da plataforma de vídeos curtos da OpenAI, a Sora.

Com isso, durante três anos, usuários da OpenAI terão acesso a personagens da Disney, como Mickey Mouse e Cinderela, além de figuras do universo Marvel, Pixar e Star Wars.

“Estou muito feliz em trabalhar com a Disney para levar um pouco de magia à Sora e à geração de imagens!”, publicou o CEO da empresa, Sam Altman, em suas redes sociais. “A Disney é a melhor empresa de storytelling do mundo, e nossos usuários realmente querem criar conteúdo com seus personagens.”

Mesmo antes do acordo com a Disney, a OpenAI já vinha espalhando “pó de fada” suficiente para atrair milhões de usuários. A receita da empresa — proveniente em sua maioria de consumidores que pagam assinaturas para utilizar seus modelos de IA generativa — foi estimada em US$ 3,7 bilhões em 2024 (R$ 20,35 bilhões).

Esse desempenho foi suficiente para a estreia da companhia na 155ª posição da lista das 200 maiores empresas privadas dos Estados Unidos. E essa colocação não deve durar muito: a empresa, que já conta com 800 milhões de usuários semanais, está no caminho para atingir US$ 13 bilhões em 2025 (R$ 71,5 bilhões) e pode estar se preparando para uma abertura de capital já no próximo ano.

A lista

Estreante mais conhecida entre as 200 maiores empresas privadas, a OpenAI é uma das 12 companhias que passaram a integrar o ranking pela primeira vez.

Outros novos destaques incluem a Tricon Energy (35ª colocação), distribuidora de produtos químicos e plásticos sediada em Houston e comandada por seu agora bilionário fundador Ignacio Torras; a Florida Crystals (110ª); e a varejista Total Wine & More (105ª), fundada em 1991 pelos irmãos David e Robert Trone.

Com sede em Bethesda, no estado de Maryland, a Total Wine & More opera 289 lojas em 30 estados, mas também ganhou notoriedade pelo sucesso político de David Trone. Ele exerceu três mandatos como deputado federal pelo 6º distrito de Maryland, entre 2019 e 2025, e gastou US$ 62 milhões (R$ 341 milhões) em uma campanha ao Senado dos EUA em 2024. No início de dezembro, Trone anunciou que pretende disputar novamente sua antiga vaga no Congresso em 2026.

Na 1ª posição pelo quinto ano consecutivo — e pela 38ª vez em 40 anos — está o gigante do agronegócio Cargill. A empresa, sediada em Minnesota, lidera o ranking desde 1985, quando a lista foi publicada pela primeira vez e registrava uma receita de US$ 30 bilhões (R$ 165 bilhões).

No ano fiscal encerrado em maio, a companhia alcançou US$ 154 bilhões em receita (R$ 847 bilhões), um aumento de cinco vezes ao longo de quatro décadas.

No entanto, apesar de manter o topo do ranking, a receita da Cargill caiu pelo segundo ano consecutivo, principalmente devido à queda contínua nos preços das commodities agrícolas e a vários anos de seca, fatores que reduziram o rebanho bovino dos Estados Unidos ao menor nível desde a década de 1950.

Como uma das maiores processadoras de carne bovina do mundo — com mais de 7 milhões de cabeças de gado abatidas por ano —, a empresa foi impactada. O restante do top 10 permaneceu praticamente inalterado em relação ao ano anterior.

Top 10

A receita do conglomerado Koch, que atua desde oleodutos até a fabricação de copos, ficou estável em US$ 125 bilhões (R$ 687,5 bilhões), mantendo a 2ª colocação.

As redes de supermercados Publix Super Markets e H-E-B conservaram as 3ª e 5ª posições, respectivamente, assim como a empresa de doces e produtos para pets Mars, na 4ª colocação.

Apenas uma nova empresa entrou no top 10: a Cox Enterprises, sediada em Atlanta, que subiu da 13ª posição no ano passado para a 10ª, seu melhor desempenho histórico, com receita de US$ 23,5 bilhões (R$ 129,25 bilhões) — apenas US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) a mais do que no ano anterior.

Ainda assim, esse crescimento foi suficiente, já que C&S Grocers e Love’s Travel Stops & Country Stores caíram no ranking, enquanto a Medline, que abriu capital em 17 de dezembro, deixou de se qualificar.

A Cox deve recuar na lista no próximo ano, quando seu negócio de TV a cabo — responsável por 57% da receita — concluir a fusão com a empresa de capital aberto Charter Communications. Mesmo que a Cox mantenha participação acionária na nova companhia, sua receita consolidada diminuirá.

Maiores Empresas Privadas dos EUA:

1- Cargill

Receita: US$ 30 bilhões (R$ 165 bilhões)

2- Koch

Receita: US$ 125 bilhões (R$ 687,5 bilhões)

3- Publix Super Markets

Receita: US$ 59,7 bilhões (R$ 328,22 bilhões)

4- Mars

Receita: US$ 55 bilhões (R$ 302,38 bilhões)

5- H-E-B

Receita: US$ 49,57 bilhões (R$ 272,53 bilhões)

6- Reyes Holdings

Receita: US$ 44 bilhões (R$ 241,90 bilhões)

7- Enterprise Mobility

Receita: US$ 38 bilhões (R$ 208,92 bilhões)

8- Fidelity Investments

Receita: US$ 32,7 bilhões (R$ 179,78 bilhões)

9- Southern Glazer’s Wine & Spirits

Receita: US$ 25 bilhões (R$ 137,44 bilhões)

10- Cox Enterprises

Receita: US$ 23,5 bilhões (R$ 129,25 bilhões)

Para conferir a lista completa acesse este link.

Destaques

Um dos setores que mais se destacaram neste ano foi o da construção civil. A Sundt Construction, com sede em Tempe, no Arizona, foi a empresa que mais avançou no ranking, subindo 93 posições, até a 158ª colocação.

A construtora, cuja receita cresceu de US$ 2,3 bilhões (R$ 12,65 bilhões) para US$ 3,7 bilhões (R$ 20,35 bilhões), já participou de projetos históricos, como o Laboratório de Los Alamos, no Novo México, em 1943, as instalações de lançamento de mísseis em Cabo Canaveral, na Flórida, na década de 1960, e, mais recentemente, o San Pedro Creek Culture Park, em San Antonio.

Outras empresas de engenharia e construção que avançaram foram a Bechtel, comandada por Brendan Bechtel, da quinta geração da família, que subiu seis posições, alcançando o 11º lugar; e o Walsh Group, de Chicago, copresidido pelos irmãos Dan e Matt Walsh, que avançou da 92ª para a 78ª colocação.

Das 200 empresas atualmente listadas, 63% permanecem no ranking há pelo menos dez anos, e 22% já figuravam na lista inaugural de 1985. Entre elas estão a Fidelity Investments (8ª posição) e sete das dez maiores, além de marcas conhecidas como a produtora avícola Perdue Farms (53ª) e a fabricante de cartões comemorativos Hallmark (168ª).

Fora do ranking

Quando empresas deixam a lista, geralmente é porque abriram capital. Foi o caso de companhias como Meta Platforms (2012) e Airbnb (2020), e tudo indica que o mesmo ocorrerá com a SpaceX, de Elon Musk.

Ocupando atualmente a 39ª posição, com receita estimada em US$ 13 bilhões (R$ 71,5 bilhões), a empresa informou a seus funcionários na semana passada que está se preparando para uma possível abertura de capital em 2026.

A SpaceX, que já realizou 160 lançamentos orbitais até meados de dezembro, está avaliada em US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões) com base em uma recente venda interna de ações. Um IPO poderia elevar a avaliação da empresa aeroespacial para até US$ 1,5 trilhão (R$ 8,25 trilhões), tornando-se uma das maiores ofertas públicas iniciais da história.

O recorde atual pertence à Saudi Aramco, que abriu capital em 2019 avaliada em US$ 1,7 trilhão (R$ 9,35 trilhões).

Nem todas as empresas, porém, escolhem quando deixam o ranking. A rede social X (antigo Twitter), também controlada por Elon Musk, ficou fora da lista após registrar queda nas receitas publicitárias desde sua aquisição em 2022, assim como a gráfica Taylor Corp.

Outras 85 empresas foram excluídas após a Forbes elevar o critério mínimo de receita de US$ 2 bilhões para US$ 3 bilhões (R$ 11 bilhões para R$ 16,5 bilhões), limitar o ranking a 200 companhias e retirar empresas controladas por fundos de private equity.

No ano passado, 275 empresas figuravam na lista. Entre as que deixaram de se qualificar estão a fabricante de cosméticos Mary Kay, presente no ranking desde 1991, e a varejista de produtos para pets PetSmart.

Metodologia

A lista da Forbes das maiores empresas privadas dos Estados Unidos inclui companhias sediadas no país com receita mínima de US$ 3 bilhões (R$ 16,5 bilhões) no ano fiscal mais recente. Para a maioria das empresas, isso corresponde ao ano-calendário de 2024, embora algumas tenham exercícios fiscais encerrados até outubro de 2025.

São excluídas companhias sediadas fora dos EUA; firmas isentas de imposto de renda (como a Mohegan Tribal Gaming Authority); empresas mutualistas (como a State Farm Insurance); cooperativas (como a Land O’Lakes); companhias com menos de 100 funcionários; e aquelas que tenham mais de 50% de seu capital pertencente a outra empresa pública, privada ou estrangeira — incluindo negócios controlados por fundos de private equity, como a J.Crew.

Também ficam de fora empresas cuja atividade principal seja a operação de concessionárias de veículos ou investimentos e gestão imobiliária.

Sempre que possível, as receitas informadas excluem vendas de subsidiárias de capital aberto. As fontes de dados incluem divulgações voluntárias das empresas, registros na Securities and Exchange Commission de companhias privadas com dívidas negociadas publicamente e estimativas de pesquisadores da Forbes e de fontes externas.

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