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Após 25 Anos, o Que o Agro Pode Esperar do Acordo Mercosul-União Europeia

Por Equipe Wealthpause / janeiro 10, 2026

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Após 25 anos de negociações, o acordo entre Mercosul e a União Europeia (UE) entrou, enfim, na fase decisiva de assinatura e ratificação, com impactos diretos e imediatos sobre o agronegócio brasileiro. Para o agro, a abertura gradual do mercado europeu para carnes, açúcar, etanol, grãos e frutas projeta ganhos de valor agregado, amplia o acesso a um dos destinos mais exigentes do mundo e reforça o Brasil como fornecedor estratégico de alimentos em um cenário global marcado por protecionismo e disputa geopolítica.

Entenda como ficou este acordo para o agro, após tantas idas e vindas, e inúmeras pressões por parte de agricultores europeus. Para o Brasil, a União Europeia representou 14,3% das exportações nacionalmente em 2025, com US$ 49,8 bilhões, e 14,9% das exportações do agro, com US$ 25,2 bilhões, também sobre o ano passado.

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No curto prazo, o acordo destrava cotas com tarifas reduzidas ou zeradas para produtos centrais da pauta agroexportadora. No médio e longo prazos, consolida a União Europeia como mercado-baliza, capaz de influenciar padrões sanitários, ambientais e de consumo que se espalham para outros destinos premium.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no início da tarde desta sexta-feira (9), diz que o acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões de dólares.

“Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais”, diz o MDIC.

“O Acordo Mercosul-UE é algo que deve ser muito comemorado”, diz Antonio da Luz, economista-chefe da Ecoagro.

A Ecoagro é uma das companhias de destaque em estruturação financeira para o agro brasileiro, atuando como uma ponte para produtores rurais e empresas do agro, e o mercado de capitais.

“ [Deve ser] Comemorado pelas duas partes, porque, afinal de contas, nada na história da humanidade trouxe mais progresso do que o comércio e, sobretudo, o comércio entre as nações. Então, no momento em que se cria a maior zona de livre comércio do mundo, sem dúvida é algo grandioso”, diz Luz.

Para José Luiz Mendes, consultor de Estratégia e M&A da StoneX, é positivo para o agro brasileiro, mas precisa ser analisado com cuidado.

“Ele cria oportunidades concretas para alguns setores e, ao mesmo tempo, aumenta a concorrência para outros. Não é um acordo em que todo o agro ganha da mesma forma”, diz Mendes.

Trata-se menos de uma expansão de volume e mais de um reposicionamento estratégico. Para o consultor, os maiores beneficiados são os setores em que o Brasil já é altamente competitivo e que passam a ter redução ou eliminação de tarifas no acesso ao mercado europeu.

“Nesse grupo, eu destacaria principalmente, o café, especialmente o café solúvel, o suco de laranja e outros sucos, frutas frescas, óleos vegetais e pescados.”

O que o agro do Mercosul vai exportar para a Europa?

carne bovina

Divulgação

Linha de cortes de carne bovina na indústria frigorífica brasileira

  • Carne bovina: 99 mil toneladas peso carcaça, 55% resfriada e 45% congelada, com intraquota de 7,5%. Cota Hilton (10 mil toneladas): intraquota passará de 20% a 0% na entrada em vigor do acordo.
  • Carne de aves: 180 mil toneladas peso carcaça (50% com osso e 50% desossada), intraquota zero.
  • Carne suína: 25 mil toneladas, intraquota de 83 euros/tonelada.
  • Açúcar: 180 mil toneladas, intraquota zero na entrada em vigor do acordo. Quota específica para o Paraguai de 10 mil toneladas, com intraquota zero.
  • Etanol: 450 mil toneladas de etanol industrial, intraquota zero na entrada em vigor do acordo. 200 mil toneladas de etanol para outros usos (inclusive combustível), intraquota com 1/3 da tarifa aplicada europeia (6,4 ou 3,4 euros/hectolitro)
  • Arroz: 60 mil toneladas, intraquota zero na entrada em vigor
  • Mel: 45 mil toneladas, intraquota zero na entrada em vigor
  • Milho e Sorgo: 1 milhão de toneladas, intraquota zero na entrada em vigor do acordo
  • Suco de laranja: desgravação em 7 e 10 anos e Margem de preferência de 50%.
  • Cachaça: Garrafas inferiores a 2 litros terão seu comércio liberalizado em 4 anos. A cachaça a granel terá quota de 2.400 toneladas com intraquota zero e volume crescente em 5 anos. Atualmente a aguardente paga alíquota de aproximadamente 8%
  • Queijos: 30 mil toneladas com volume crescente e intraquota decrescente em 10 anos (exclusão de muçarela)
  • Iogurte: margem de preferência de 50%
  • Manteiga: margem de preferência de 30%
  • Frutas frescas: abacates, limões, limas, melões e melancias, uvas de mesa e maças não estarão sujeitas a cotas e terão suas tarifas completamente eliminadas.

O que vem do agro europeu para o Mercosul?

A pauta exportadora do lado da UE para o Mercosul tem itens de grande valor agregado como azeite de oliva, vinhos e laticínios. Para Mendes, isso abre espaço para maior concorrência destes produtos.

“Esses segmentos podem enfrentar mais concorrência no Brasil e nos demais países do Mercosul”, diz o consultor da StoneX. “Para parte da cadeia de lácteos, por exemplo, isso pode significar pressão sobre preços, margens menores e uma aceleração do processo de consolidação do setor.”

A Europa como mercado de valor, não de volume

Ralph Orlowsk/Getty Images

Símbolo do euro com prédio ao fundo

A relação entre o agro brasileiro e a Europa sempre foi assimétrica em quantidade, mas decisiva em qualidade. No mercado de carne bovina, por exemplo, a União Europeia jamais foi destino de grandes volumes. A quantidade exportada em 2025, 128,1 mil de toneladas, representou 3,7% no volume total comercializado internacionalmente pelo agro nacional.

Já em relação a preço, a receita de cerca de US$ 1 bilhão, representou 5,8% do valor total de US$ 17,9 bilhões de carne bovina exportada. Neste aspecto, o bloco passa a ser determinante para a construção de uma indústria exportadora sofisticada.

A preferência europeia por cortes nobres, como filé mignon, contrafilé e alcatra, forçou avanços em genética, manejo, rastreabilidade e padronização industrial.

O que o acordo entrega ao agro brasileiro

Na prática, o maior ganho está na previsibilidade institucional e na redução de incertezas regulatórias, ainda que de forma condicionada.

“Estudos citados por economistas do Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento] e análises setoriais indicam que o acordo pode gerar, no longo prazo, um aumento próximo de 2% na produção do agronegócio brasileiro, com ganhos concentrados em cadeias como pecuária, aves, suínos, óleos e gorduras vegetais”, avalia Mendes.

“É um efeito relevante, mas que acontece de forma gradual, ao longo de vários anos, e depende muito da capacidade de execução das empresas.”

O acordo também chega em um momento sensível para o comércio internacional. Com exportações pressionadas por políticas mais restritivas dos Estados Unidos e maior competição asiática, a Europa volta a ocupar espaço central na estratégia comercial do agro nacional. Não como alternativa fácil, mas como âncora de estabilidade em um tabuleiro cada vez mais volátil.

Ganhos assimétricos entre os países do Mercosul

carne bovina

picture alliance/Getty Images

Processamento de cortes de carne bovina em frigorífico argentino

Nos demais países do Mercosul, os benefícios seguem caminhos distintos. A Argentina fortalece sua presença em nichos de alto valor, como carne bovina premium, óleos vegetais e vinhos, aproveitando cotas tradicionais e sua imagem consolidada junto ao consumidor europeu.

O Uruguai consolida-se como fornecedor de carnes e lácteos de alta qualidade, amparado por um sistema de rastreabilidade total do rebanho que facilita o cumprimento das exigências ambientais.

O Paraguai, por sua vez, ganha competitividade para soja e carne bovina e se beneficia indiretamente de regras de origem mais flexíveis, que incentivam a integração regional e a industrialização dentro do bloco.

Em comum, todos passam a operar sob um mesmo guarda-chuva regulatório, ditado majoritariamente por Bruxelas.

Salvaguardas, sustentabilidade e o novo comércio condicionado

Se o acordo era aguardado com ansiedade, ele chega cercado de polêmicas. A União Europeia endureceu significativamente as salvaguardas agrícolas em relação ao texto político de 2019.

Foram criados mecanismos mais rápidos de suspensão de preferências tarifárias, especialmente para setores sensíveis como carne bovina e etanol, além de outras regras que extrapolam o acordo original.

“Recentemente, no caso específico da França, foi criada uma regra que impede a entrada de produtos com qualquer resíduo de insumos que não sejam utilizados na zona do euro”, diz o economista-chefe da Ecoagro.

“Eles usam alguns produtos que nós não usamos, e nós usamos alguns que eles não usam, porque têm uma agricultura temperada e nós temos uma agricultura tropical. As doenças não são as mesmas, os remédios não podem ser os mesmos. É uma medida absolutamente desnecessária e protecionista, com o viés claro de impedir o avanço do mercado”, diz.

O ponto mais controverso é a vinculação direta entre comércio e sustentabilidade. A Lei Antidesmatamento da UE (EUDR, na sigla em inglês), embora seja unilateral, tornou-se uma barreira não tarifária incorporada ao ambiente do acordo.

Produtos como carne bovina, soja, café e cacau terão de comprovar que não se originam de áreas desmatadas após dezembro de 2020, independentemente de o desmate ter sido legal segundo a legislação brasileira.

Esse desenho transforma o tratado em algo além de um acordo tarifário. Especialistas definem o Mercosul-UE como um modelo de “comércio condicionado”, no qual o acesso ao mercado europeu depende de conformidade ambiental contínua, rastreabilidade geográfica detalhada e auditorias frequentes.

Para grandes grupos exportadores, a adaptação tende a ser absorvível. Para pequenos e médios produtores, o custo de adequação pode ser elevado, pressionando margens e exigindo apoio técnico.

O acordo saiu do papel e o desafio começa agora

Mesmo com controvérsias, o acordo marca um divisor de águas. A Europa segue ditando rumos, agora de forma explícita e institucionalizada.

Para o agronegócio brasileiro, o desafio não será apenas cumprir regras, mas transformar exigências regulatórias em vantagem competitiva.

O tão esperado acordo foi destravado. A disputa real, daqui para frente, será na implementação. Se depender do ânimo de alguns membros da bloco europeu, esta estrada pode ser ainda longa, na visão de Luz.

“De um total de pouco mais de 700 parlamentares do Parlamento Europeu, cerca de 150 já disseram que vão judicializar caso a Europa siga pelo caminho do acordo Mercosul-UE. Isso eventualmente pode parar na Justiça europeia”.

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