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O Bank Of America mantém a recomendação de investimentos no Brasil como acima da média do mercado (overweight), o que indica um bom cenário para investimentos, impulsionado pela potencial queda da taxa de juros ao longo do ano. É o que aponta relatório do banco americano divulgado nesta segunda-feira (12)
O Brasil tem posição de destaque nas recomendações do banco desde junho de 2025 também por conta de avaliações de empresas domésticas, que estão em níveis historicamente baixos, e benefício direto da queda dos juros em alguns setores.
“Esperamos que o próximo ciclo de afrouxamento monetário seja um importante motor de desempenho dos investimentos para o ano, já que a economia brasileira tem uma das maiores correlações com a queda dos juros entre os mercados emergentes.”, avalia o banco.
O portfólio do banco no Brasil se concentra em bancos e empresas domésticas de alta qualidade, altamente sensíveis à queda de juros, com capacidade comprovada de gerar caixa mesmo em ambientes adversos.
Outros países
A Argentina também foi classificada com alocação acima da média por conta de expectativas de reformas estruturais que favorecem o cenário macroeconômico a médio e longo prazo.
Já a indicação do México fica dentro da média, e o principal viés negativo é a renegociação do USMCA (acordo comercial entre EUA, México e Canadá), que reforça a visibilidade para exportações e processos industriais.
Por fim, a indicação para o Peru é de investimentos abaixo da média, explicado pelo ano de eleições. Por fim, o banco americano não indica exposição nem ao Chile e nem à Colômbia.
Continente
Apesar das expectativas positivas, os estrategistas ponderam que as avaliações das empresas na América Latina estão menos atrativas em 2026 do que em 2025, já que alguns países passarão por pleitos eleitorais esse ano.
O BofA reforça que a América Latina continua sendo uma região atrativa para investidores focados em valor, dividendos e oportunidades ligadas à queda de juros, mas recomenda seletividade, foco em fundamentos e preferência por países com maior previsibilidade macroeconômica.
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