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As ações da USA Rare Earth avançaram mais de 13% logo após a abertura do pregão nesta segunda-feira (26). A valorização ocorre após o anúncio de que o Departamento de Comércio concederá à empresa um empréstimo de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,43 bilhões) e US$ 277 milhões (R$ 1,46 bilhão) em recursos federais, em troca de 16,1 milhões de ações ordinárias.
O movimento é em linha com acordos semelhantes voltados à redução da dependência dos EUA de importações chinesas — embora a produção americana de terras raras e minerais críticos ainda não acompanhe a demanda crescente. O governo Trump afirmou que o país depende 100% de importações para 12 minerais críticos, incluindo cobalto e níquel.
Os papéis subiram 13,2%, para US$ 28,15 (R$ 148,38), após uma disparada anterior que chegou a 27% e altas de 9% e 17% nas duas sessões de negociação anteriores. Segundo a companhia, os recursos serão destinados aos investimentos da USA Rare Earth em mineração, processamento, produção de metais e fabricação de ímãs de terras raras.
O secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou em comunicado que o projeto de minerais críticos pesados da USA Rare Earth é “essencial para restaurar a independência dos Estados Unidos em minerais críticos”, acrescentando que “esse investimento garante cadeias de suprimentos resilientes e que não dependam mais de países estrangeiros.”
A demanda de mercado por minerais como grafite, cobalto e níquel deve crescer até 60% até 2040, segundo a International Energy Agency.
Reduzindo a dependência
No ano passado, o secretário do Interior, Doug Burgum, já tinha anunciado que o governo Trump buscaria participação acionária em empresas de mineração como forma de reduzir a dependência dos Estados Unidos de importações.
A China domina globalmente o refino de terras raras e a produção de ímãs, e muitas empresas americanas — incluindo a USA Rare Earth — ainda não são lucrativas, em meio a esforços mais amplos para expandir a produção.
Em comunicado divulgado na segunda-feira (26), a companhia informou que planeja iniciar a produção comercial no fim da década de 2020 e que sua unidade de ímãs em Stillwater, no estado de Oklahoma, deverá ser concluída ainda este ano.
Linha do tempo: participação do governo em empresas
Em julho de 2025, os Estados Unidos anunciaram que se tornariam o maior acionista da MP Materials, proprietária da única mina de terras raras em operação no país. Isso aconteceu após o Departamento de Defesa adquirir US$ 400 milhões (R$ 2,11 bilhões) em ações preferenciais da empresa.
Em setembro, um funcionário da Casa Branca disse à Forbes que o governo Trump buscaria uma participação na Lithium Americas, enquanto renegociava um empréstimo de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,59 bilhões) com o Departamento de Energia para uma mina em Nevada.
Em outubro, o governo Trump afirmou que investiria na mineradora canadense Trilogy Metals, incluindo um aporte de US$ 35,6 milhões (R$ 187,51 milhões) para apoiar a exploração mineral no Alasca.
Em dezembro, a Korea Zinc anunciou que construirá uma refinaria de minerais de US$ 7,4 bilhões (R$ 38,99 bilhões) no Tennessee, com planos para que o Departamento de Defesa detenha 40% do empreendimento após conceder US$ 4,7 bilhões (R$ 24,77 bilhões) em empréstimos.
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