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Petrodólares no Prato: Como o Príncipe da Arábia Saudita Avança sobre o Agro do Brasil

Por Equipe Wealthpause / setembro 12, 2025

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Marfrig e BRF divulgaram nesta semana o cronograma de integração de suas ações na B3, com ações negociadas a partir de 23 de setembro. De olho neste processo, os petrodólares da Arábia Saudita desembarcam nesta nova mina de ouro verde. Com investimentos que ultrapassam US$ 3,5 bilhões, o reino comandado pelo rei Salman bin Abdulaziz Al Saud e seu poderoso filho, o príncipe herdeiro e primeiro-ministro Mohammed bin Salman, está silenciosamente construindo um império alimentar que se estende do Cerrado às mesas do Oriente Médio. Eles fazem parte das ações deste negócio e de outros mais.

O veículo dessa estratégia é o SALIC (Saudi Agricultural and Livestock Investment Company), o braço agrícola do fundo soberano saudita que transformou petrodólares sob a gestão do príncipe em participações estratégicas nas maiores empresas de proteína animal do Brasil. Com 34% da Minerva Foods e a possibilidade de reaver 11% da BRF após a entrada em Bolsa, os sauditas são parceiros de negócios em um setor que movimenta bilhões e alimenta o mundo. Vale registrar que o fundo se desfez das ações da BRF em 2 de setembro, ficando apenas com derivativos no mesmo valor e que podem ser negociados no mercado secundário. No mesmo documento fica claro que não há preferências de compra ou venda de novas ações.

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Os números impressionam mesmo para os padrões dos gigantes do agronegócio. A Minerva Foods, segunda maior exportadora de carne bovina do mundo, tem nos sauditas seu segundo maior acionista. Na BRF, terceira maior empresa de alimentos do mundo, o SALIC detinha uma fatia de R$ 4,5 bilhões em investimentos diretos, consolidando-se como o segundo maior acionista da companhia, lugar que pode ser reconquistado na nova empresa.

“É uma jogada de mestre”, analisa um executivo do setor que preferiu não se identificar. “Eles transformaram a dependência do petróleo em diversificação estratégica, garantindo segurança alimentar para sua população enquanto lucram com a crescente demanda global por proteínas.”

A estratégia saudita vai além dos números. Com uma população de 35 milhões de habitantes e terras áridas que limitam a produção agrícola doméstica, o reino precisa importar 80% de seus alimentos. O Brasil, maior exportador de carne bovina e de frango do mundo, tornou-se não apenas um fornecedor, mas um parceiro estratégico.

O Príncipe e o Pasto

Por trás dessa expansão está Mohammed bin Salman, 38 anos, o homem forte da Arábia Saudita. Segundo reportagem da Forbes Midle West, de abril deste ano, o país “alcançou 85% das iniciativas delineadas em sua Visão 2030, cinco anos antes do prazo do plano, com os ativos do Fundo de Investimento Público (PIF) triplicando desde o lançamento da visão, atingindo US$ 941 bilhões”. O relatório anual que marca o nono aniversário do lançamento da Visão 2030 pelo por Mohammed bin Salman, afirma que “o reino destacou os principais marcos alcançados até agora para diversificar sua economia e reduzir a dependência das receitas do petróleo”.

O agronegócio brasileiro tornou-se uma peça fundamental nesse quebra-cabeças. “O MBS viu no Brasil uma oportunidade única”, explica um consultor em investimentos do Oriente Médio. “País estável, setor consolidado, demanda crescente e retornos consistentes. É o tipo de investimento que um fundo soberano sonha.”

A entrada dos sauditas no setor não foi discreta. Em 2015, o SALIC fez sua primeira grande jogada, adquirindo 20% da Minerva Foods por cerca de R$ 1,2 bilhão. O movimento sinalizou o apetite saudita pelo setor e abriu caminho para expansões futuras.

Mas essa parceria vai muito além da simples participação acionária. A Minerva Foods exporta cerca de 40% de sua produção para países árabes, com a Arábia Saudita entre os principais destinos. É um exemplo perfeito de integração vertical: os sauditas investem na produção e consomem o produto final, garantindo qualidade, fornecimento estável e margens atrativas.

Na BRF, a história se repetiu. Com foco em aves e suínos, a empresa encontrou nos mercados do Oriente Médio um destino natural para seus produtos halal, adequados às exigências religiosas islâmicas. Os investimentos sauditas fortaleceram a capacidade produtiva da companhia e abriram portas em mercados estratégicos.

Os analistas do setor são unânimes: os investimentos sauditas vieram para ficar. Com a população mundial crescendo e a demanda por proteínas se expandindo, especialmente na Ásia e no Oriente Médio, o agronegócio brasileiro representa uma aposta certeira.

Para o consultor Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, o Oriente Médio ocupa um papel central no tabuleiro do comércio internacional de alimentos. Ele coloca a região no mesmo patamar da China quando analisa os destinos estratégicos das exportações brasileiras. “O maior mercado é a Ásia, representado pela China, mas todo o entorno ali do Oriente Médio é o grande mercado do agronegócio brasileiro”, disse ele durante o 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio (ABAG), no dia 11 de agosto, em São Paulo.

O movimento também mostra uma tendência global: fundos soberanos estão diversificando seus portfólios, saindo dos tradicionais investimentos em energia e tecnologia para setores menos voláteis e com demanda crescente. O agronegócio brasileiro oferece exatamente isso: estabilidade, crescimento e retornos consistentes.

Com o príncipe Mohammed bin Salman consolidando seu poder na sucessão real e o Brasil mantendo sua posição como potência agrícola global, a parceria promete se aprofundar. Novos investimentos estão na mesa, incluindo expansão para outros setores do agronegócio, como grãos e açúcar. Em fevereiro, o fundo desembolsou US$ 1,78 bilhão para ampliar em até 80% a participação na trading Olam Agri, empresa originária da Nigéria e que hoje tem sede em Singapura.

No Brasil, a Olam Agri atua na originação de algodão a partir de Mato Grosso, Bahia e Mato Grosso do Sul, e exportação de commodities com estruturas de recebimento em polos importantes do Cerrado, como Sorriso, Primavera do Leste e Goiânia.

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