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O nome não é dos mais amigáveis: Undertakings for Col-lective Investment in Transferable Securities, ou Ucits. É mais fácil de entender do que parece. São fundos de investimento dedicados a comprar ações, commodities ou títulos de renda fixa públicos e privados, e cujas cotas são negociadas nas bolsas, como se fossem ações.
São o equivalente europeu de algo popular no mercado americano, os Exchange Traded Funds (ETF), que fazem sucesso por aqui também.
A vantagem é fiscal. No caso dos ETFs de ações e títulos de renda fixa americanos, há a cobrança de 30% de imposto sobre dividendos e juros. No caso dos Ucits, não há imposto nos investimentos em renda fixa e em derivativos, com uma alíquota de 15% no caso de investimentos em ações. Esses fundos são tão diversificados quanto os ETFs e permitem ao investidor aplicar em ações e renda fixa internacionais de setores tão diversos quanto inteligência artificial, commodities e mercados emergentes.
Os Ucits foram lançados no Brasil em meados de setembro pela gestora americana BlackRock, em parceria com a plataforma de distribuição de investimentos Avenue. A BlackRock é praticamente um sinônimo de ETFs.
Agora, os Ucits já atraíram US$ 100 milhões (R$ 544,54 milhões) de investidores brasileiros nesse curto período. “Além da isenção fiscal, esses investimentos não pagam imposto no caso de sucessão patrimonial, ante uma alíquota que pode chegar a 40% no caso dos ETFs americanos”, diz Cristiano Castro, da BlackRock.
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