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O Ibovespa terminou esta quinta-feira (22) em alta firme de mais de 2% e renovou o recorde histórico pelo terceiro dia seguido. O movimento positivo foi influenciado pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira e o alívio das tensões relacionadas à Groenlândia no exterior.
O índice fechou em alta de 2,2%, a 175.584 pontos, aproximando-se da marca inédita de 178 mil pontos no melhor momento. O pregão registrou um volume financeiro expressivo novamente, somando R$ 44,1 bilhões – contra uma média diária de R$ 30 bilhões no ano e de R$ 24 bilhões em 2025.
Dados da B3 corroboram a percepção do fluxo de capital externo para a bolsa, com um saldo positivo de quase R$ 8,8 bilhões em janeiro até o último dia 20.
Já o dólar caiu abaixo dos R$ 5,30 com o cenário internacional pesando para a divisa. Essa foi a menor cotação de fechamento desde 11 de novembro do ano passado, quando atingiu R$ 5,27.
O dólar à vista fechou com queda de 0,71%, aos R$ 5,28. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,75%.
Pregão
Nesta sessão, o movimento encontrou suporte ainda no viés mais positivo em praças acionárias globais, em meio a um alívio em tensões geopolíticas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirar na véspera ameaças de tarifas comerciais contra nações europeias em disputa envolvendo a Groenlândia.
O recuo de Trump ocorreu após ele se reunir com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, com o presidente norte-americano afirmando que o arcabouço para um acordo sobre a ilha pertencente à Dinamarca fora alcançado.
Nesta quinta-feira, Trump disse que garantiu acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia em um acordo com a Otan.
Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,55%, com agentes financeiros repercutindo também dados que destacaram a resiliência econômica norte-americana. Na Europa, o STOXX 600 avançou 1,03%.
Na visão do especialista em investimentos Josias Bento, sócio da GT Capital, a redução das tensões geopolíticas após as falas mais brandas de Trump sobre a Groenlândia e a União Europeia beneficiou o Ibovespa, que segue também ajudado pelo grande fluxo de capital estrangeiro.
“Com o mundo todo praticamente na tendência de queda de juros, isso favorece os ativos de risco…Acredito que a bolsa brasileira tende a ter um 2026 próspero”, afirmou.
Câmbio
Às 17h28, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 0,79% na B3, aos R$ 5,2915.
A bolsa de ações brasileira voltou a ser destaque nesta quinta-feira, com o Ibovespa chegando a oscilar acima dos 177 mil pontos pela primeira vez na história, em meio ao forte fluxo de investimentos estrangeiros.
A entrada de recursos no país pesou sobre o dólar, que caiu abaixo dos R$5,30, em movimento favorecido ainda pelo recuo da moeda norte-americana ante boa parte das divisas de emergentes no exterior, em função do alívio sobre a disputa pela Groenlândia.
Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia descartado o uso da força para assumir o controle da ilha e desistido de impor tarifas a países europeus como forma de pressão. Nesta quinta-feira, Trump disse que garantiu acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia, em um acordo com a Otan.
Este cenário colocou o dólar em baixa ante moedas emergentes como o peso colombiano, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.
No Brasil, em meio à forte alta do Ibovespa, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,2816 (-0,74%) às 16h34, já na reta final da sessão.
“O Brasil permanece como uma das moedas com maior ‘carry’ entre os emergentes, fator que, combinado a um ambiente global construtivo para risco, segue favorecendo a valorização do real frente ao dólar este ano”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.
Em operações de carry trade, investidores tomam empréstimos no exterior, onde os juros são menores, e aplicam no Brasil, onde o retorno é maior.
Às 17h22, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — cedia 0,56%, aos 98,330.
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