Ibovespa Termina Dia em Leve Baixa com Política Monetária no Radar

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O Ibovespa terminou o dia próximo da estabilidade, após passar a maior parte do pregão no vermelho. O dia foi de correção depois dos recordes históricos da semana anterior, ao mesmo tempo em que o mercado se prepara para as decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve, que saem na quarta-feira (28).

O indicador brasileiro recuou 0,01%, a 178.838,22 pontos. O volume financeiro somava R$ 28,25 bilhões antes dos ajustes finais.

Já o dólar fechou praticamente estável ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou baixas em comparação com a maior parte das demais divisas. Os investidores também estão à espera das decisões sobre juros no Brasil e nos EUA na próxima quarta-feira (28). 

O dólar à vista fechou com leve recuo de 0,14%, aos R$ 5,28, no menor valor de fechamento desde os R$ 5,2746 de 11 de novembro do ano passado. Em 2026, a divisa acumula baixa de 3,81%. 

Moeda americana

Às 17h04, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 0,30% na B3, aos R$ 5,2875.

A sessão foi marcada pelo recuo do dólar ante as demais divisas ao redor do mundo, em especial iene, em meio à expectativa de que o Banco do Japão possa intervir no mercado para segurar a divisa japonesa. 

A moeda norte-americana também cedia ante o euro e a libra e em relação a pares do real como o rand sul-africano e o peso chileno. “O dólar continua se enfraquecendo perante as outras moedas, e o nosso câmbio foi junto”, comentou durante a tarde João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp. 

Após registrar a cotação máxima de R$5,2921 (+0,09%) às 9h49 — ainda na primeira hora de negócios –, o dólar à vista cedeu à mínima de R$5,2611 (-0,50%) às 12h58, em um momento em que as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) também oscilavam perto das mínimas e o Ibovespa ameaçava virar para o positivo.

Na semana passada, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa conduziu a alta firme do Ibovespa, de 8,53%, e o recuo do dólar para abaixo dos R$ 5,30. “Se continuarmos recebendo um bom volume de investimentos estrangeiros e tivermos novas quedas do dólar no exterior, há espaço para cotações abaixo dos R$ 5,25”, opinou Oliveira.

Na reta final da sessão, o dólar se reaproximou da estabilidade, com os agentes mantendo a cautela antes das decisões de política monetária da semana. O Federal Reserve decide na tarde de quarta-feira (28) sobre sua taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%.

Já o Banco Central do Brasil anunciará na noite de quarta o novo patamar da Selic, hoje em 15% ao ano. Em ambos os casos a expectativa é de manutenção das taxas. O diferencial entre as taxas de juros norte-americana e brasileira vem sendo apontado como um fator de atração de recursos para o Brasil, mantendo o dólar em níveis distantes dos R$ 6 nos últimos meses.

Às 17h11, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,21%, a 97,016.

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