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Será que o patamar dos 150 mil pontos do Ibovespa veio para ficar? No que depender do desempenho dos últimos dois dias, sim. Nesta terça-feira (4), o principal índice da B3 fechou em 150.704 pontos, numa discreta alta de 0,17%, suficiente para manter o patamar do dia anterior.
Esta foi a décima sessão consecutiva de valorização, a maior sequência desde julho de 2024. Outro recorde batido hoje foi no intradia, com índice batendo 150.887, com volume financeiro de R$ 25,18 bilhões.
O avanço poderia ser maior (talvez 151 mil?), porém, foi limitado pela queda de Vale e Embraer, em meio a um cenário internacional de maior cautela. Segundo Willian Queiroz, sócio da Blue3 Investimentos, o pregão refletiu momentos de realização de lucros e o “mau humor” vindo do exterior.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 recuou 1,17%, após executivos de grandes bancos alertarem para uma possível correção negativa nos mercados. O presidente do Morgan Stanley, Ted Pick, chegou a mencionar a chance de uma queda de 10% a 15% nas ações sem um gatilho macroeconômico específico.
Dólar sobiu
O dólar acompanhou o movimento global de aversão a risco e subiu 0,77%, a R$ 5,3991, enquanto o contrato para dezembro avançou 0,70%, a R$ 5,4325. No ano, a moeda ainda acumula queda de 12,6% frente ao real.
A pressão cambial reflete as incertezas sobre a trajetória de juros nos EUA. Após a última reunião, em que foi anunciado corte de o,25 ponto percentual, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, não cravou que haverá novos cortes em dezembro, jogando um banho de água fria em quem apostava num novo recuo.
Copom à vista
No Brasil, o foco está na reunião do Copom desta quarta-feira (5). Para desgosto do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o mercado aposta na manutenção da Selic em 15%. Na melhor das hipótes, o comunicado do Banco Central será decisivo para calibrar apostas sobre o início dos cortes. “Por mais pressão que os bancos façam, as taxas vão ter que cair”, disse Haddad, que defendeu que o BC sinalize cortes em breve.
Apesar das tensões externas, a Selic elevada segue como atrativo para o capital estrangeiro, ajudando a conter movimentos mais fortes no câmbio. Nesta terça, o BC vendeu 45 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de dezembro.
No exterior, o índice do dólar subiu 0,36%, a 100,25 pontos, refletindo a força da moeda frente a pares como o peso mexicano e o rand sul-africano.
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