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O preço da soja de Chicago subiou nesta quinta-feira (13), atingindo seu maior valor em quase 17 meses, com os investidores aguardando um relatório sobre a safra dos EUA, que deverá reduzir a previsão de rendimento da colheita e também se preparando para a retomada dos dados de exportação, que darão pistas sobre a compra chinesa.
O trigo caía, com a projeção de uma safra recorde da Argentina reforçando as expectativas de ampla oferta global.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) deve divulgar na sexta-feira (14) sua primeira perspectiva de oferta e demanda global desde setembro, um atraso ligado à paralisação do governo federal que interrompeu os dados oficiais.
Com o fim da paralisação, os operadores estão atentos para ver quando o USDA relançará os relatórios diários e semanais sobre as vendas de exportação.
A ausência de estatísticas de exportação aumentou a incerteza sobre se a China comprou safras dos EUA desde que concordou com uma trégua comercial com Washington no final de outubro.
Autoridades dos EUA disseram que a China se comprometeu a comprar 12 milhões de toneladas métricas de soja dos EUA em novembro e dezembro.
“O mercado de soja está firme hoje antes do relatório dos EUA, mas a compra chinesa é fundamental para a direção dos preços”, disse um corretor agrícola. “Se a China não comprar grãos dos EUA, não haverá muita vantagem para os preços.”
O contrato de soja mais ativo em Chicago estava em alta, operando perto de US$ 11,41 o bushel (R$ 60,36), depois de atingir seu maior valor desde junho de 2024, a US$ 11,4225 o bushel (R$ 60,43).
Uma pesquisa da Reuters com analistas projetou, em média, que o USDA diminuirá sua estimativa de produtividade do milho dos EUA para 184,0 bushels por acre (bpa), de 186,7 bpa em sua previsão anterior de 12 de setembro, e fixará a produtividade da soja dos EUA em 53,1 bpa, abaixo dos 53,5 bpa anteriores.
“O relatório de sexta-feira (do USDA) será crucial para o mercado. O mercado poderá obter números reais, com a colheita quase terminando”, disse Veysel Kaya, proprietário da empresa de pesquisa e corretagem Sunseedman.
O mercado de trigo foi pressionado por um aumento na previsão da safra de trigo da Argentina para 2025/26 pela Bolsa de Cereais de Rosário, que disse que agora projeta que a produção atingirá um recorde de 24,5 milhões de toneladas.
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