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Nos mesmos moldes da segunda-feira (15), nesta terça (16), o mercado manteve no radar as perspectivas de corte de juros nos Estados Unidos e manutenção da Selic no Brasil. Se confirmado, o cenário será bastante positivo para ativos brasileiros, que devem ficar mais atrativos. Na quarta-feira (17), Federal Reserve (Fed) e Banco Central (BC) anunciarão suas decisões. A expectativa é que nos EUA a redução seja de 0,25 pontos percentuais (p.p.).
No final do dia, o dólar caiu 0,44%, cotado a R$ 5,2987, o menor valor em 15 meses. Nas últimas cinco sessões, o dólar acumulou queda de 2,53% ante o real, acompanhando o recuo da divisa no exterior em função da expectativa de cortes de juros pelo Fed. Nesta terça, a moeda também foi favorecida pela declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que reafirmou seu compromisso com as metas fiscais do governo, durante evento do grupo J. Safra. O governo almeja resultado primário zero em 2025 e superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Ambos têm tolerância de 0,25 p.p. do PIB.
Para o Ibovespa, a terça foi novamente um dia de recorde histórico. O índice fechou com avanço de 0,36%, pontuando 144.061,74. Apesar disso, o volume financeiro foi de R$ 21,01 bilhões, abaixo da média no ano, de R$ 23,6 bilhões. Em Wall Street, os principais índices oscilaram ao longo do dia e encerraram no vermelho.
Destaques
– MARFRIG ON avançou 5,6% e BRF ON fechou em alta de 5,28%, no sexto pregão seguido de alta em ambos os casos, com as atenções voltadas para potenciais sinergias da incorporação da BRF pela Marfrig.
– LOJAS RENNER ON subiu 4,19%, acompanhada de perto pela C&A MODAS ON, que valorizou-se 3,6%, em sessão positiva para papéis de consumo em meio a um novo alívio na curva de juros do Brasil, além de dados mostrando o mercado de trabalho ainda resiliente. O índice de consumo da B3 avançou 1,07%.
– NATURA ON cedeu 2,13%, após avançar mais de 2% na véspera, quando divulgou acordo para venda das operações da Avon na Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana, reunidas sob a designação Avon Card. Investidores seguem na expectativa de desfecho para a Avon Internacional.
– BANCO DO BRASIL ON avançou 0,55%, recuperando parte das perdas da véspera (2,2%), enquanto ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,26%, BRADESCO PN recuou 0,23% e SANTANDER BRASIL UNIT fechou com acréscimo de 0,24%.
– VALE ON subiu 0,35%, com o avanço dos preços do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu 0,82%, a 803,5 iuans (R$ 597,43) a tonelada. A S&P também elevou o rating da Vale para “BBB” ante “BBB-“, com perspectiva estável.
– PETROBRAS PN avançou 0,25%, em meio à alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent subiu 1,5%. A estatal divulgou nesta terça-feira que contratou Engeman para reiniciar produção em fábricas de fertilizantes do Nordeste.
– SABESP ON cedeu 0,44%, após a empresa de água e saneamento mostrar que acelerou o cumprimento de metas de universalização de serviços em agosto. Na visão do Citi, os dados reforçam a confiança de que a Sabesp está no caminho para cumprir, e eventualmente superar, as metas de 2025.
– COGNA ON subiu 0,98%, após anunciar a intenção de realizar uma oferta para aquisição de até a totalidade das ações da subsidiária Vasta. O plano visa deslistar a Vasta da Nasdaq e o preço pretendido da oferta será de US$ 5,00 (R$ 26,45) por ação. Em NY, VASTA avançou 2,06%.
– PRIO ON fechou em alta de 1,32%, tendo também no radar notícia da véspera confirmada no final da segunda-feira pela companhia de que obteve licença de instalação do órgão ambiental federal Ibama para a interligação dos poços de seu campo de Wahoo, onde planeja iniciar a produção no próximo ano.
– PAGBANK, que é negociada em Nova York, disparou 10,67%. A companhia disse que fará uma teleconferência na quinta-feira (18) para apresentar uma atualização referente a suas iniciativas estratégicas.
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